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Bem-vindo ao espaço DIÁLOGOS, criado pelo jornalista Gilson Luiz Euzébio para contribuir e trazer ao debate pontos muitas vezes esquecidos, mas fundamentais na discussão de questões de interesse nacional.

Leia, participe, dê sua opinião.



"VOU QUEBRAR" (FIM)

Evidentemente que os colegas que estão nessa cobertura têm certeza de que o Carlos Cachoeira é um criminoso, mais contagioso que lepra na época de Cristo. O mais temido inimigo público. Mas não custa lembrar que já tivemos certeza absoluta de que Alceni Guerra era um ladrão no Ministério da Saúde. Teve que esperar 10 anos para ser inocentado. Os jornalistas também tinham certeza absoluta que os dirigentes da Escola Classe, em São Paulo, abusavam sexualmente das crianças.



Escrito por Gilson Euzébio às 17h03
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"VOU QUEBRAR" (CONT.)

Quando o caso for avaliado pelo Poder Judiciário - o único com legitimidade para julgar e condenar, dentro das normas da República –, a empresa pode ser condenada. Mas será que a Justiça imporia a pena capital à empresa? O significado da frase “Vou quebrar” vai muito além das manchetes de jornal. Significa o fechamento de uma grande empresa e de milhares de postos de trabalho. Não creio que o Judiciário seguisse a mesma linha do sensacionalismo da imprensa, punindo também os trabalhadores da empresa com o desemprego.

A empresa pode também ser absolvida pela Justiça. E aí? Como ficam os responsáveis pelos prejuízos e quebra da empresa? Restará ao empresário falido mover ação judicial contra a União, no caso do Ministério Público Federal e Polícia Federal, e contra a imprensa pelo ressarcimento de todos os prejuízos. Os trabalhadores também foram prejudicados com a perda do emprego e têm direito à indenização.



Escrito por Gilson Euzébio às 17h02
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“VOU QUEBRAR”

“VOU QUEBRAR” (por Gilson Luiz Euzébio)

“Vou quebrar”. O desabafo do empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha de hoje (19/04/2012), reflete a desolação de uma vítima de um estado policialesco alimentado pelo sensacionalismo da imprensa (não quer dizer que seja inocente, mas é vítima nessa onda de denúncias do Ministério Público, polícia e imprensa).

O conteúdo da entrevista deveria servir de reflexão para a imprensa, para repensar a cobertura jornalística. O jornalista e o Ministério Público não podem continuar agindo como se seus atos não tivessem consequência. No caso da Delta, o próprio dono já anunciou o resultado, a falência.

Ou seja, antes de qualquer julgamento a empresa já recebeu a punição, aplicada pelos meios de comunicação, usados pela polícia e pelo Ministério Público.



Escrito por Gilson Euzébio às 16h58
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CONTINUAÇÃO

Rico tem outros problemas – e muitos, coitados! O primeiro é se tornar cada vez mais rico. Rico é igual a pobre: está sempre descontente, sempre querendo mais.

Além de cuidar da riqueza e das constantes viagens pelo mundo  para se distrair, o rico está sempre alerta à saúde, a sua, é claro. Aparelhos de última geração detectam o início de um câncer  - é verdade que câncer  já deixou de ser doença de rico – e de doenças imaginárias.

Mas não me interessa. Não estou mesmo na lista. Aliás, não estou em lista nenhuma. Já viu a Forbes divulgar a lista dos homens mais pobres do mundo? A lista que eu queria ver mesmo é a dos homens mais felizes do mundo. Desconfio que nenhum deles estará na lista dos mais ricos.



Escrito por Gilson Euzébio às 22h09
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OS HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO

Por Gilson Luiz Euzébio

09/03/2012

Sempre que a Forbes divulga a sua lista anual dos homens mais ricos do mundo, corro para conferir nome por nome. Releio, com mais atenção ainda. Não, o meu nome não está lá. Mais uma vez fui excluído! Pura discriminação às minhas credenciais apresentadas para integrar o seleto grupo: contas atrasadas, salário miserável, cartão de crédito atrasado, o aluguel...

Rico não tem esse tipo de problema. Não é à-toa, portanto, o meu interesse em ver meu nome naquela lista. A riqueza, que caminha de braços dados com o poder, não paga contas. Tem sempre a receber. Abre portas e as pernas das mais belas mulheres.

 



Escrito por Gilson Euzébio às 22h09
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operações atípicas de R$ 855 mi de juízes e servidores

12/01/2012

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17h13

Coaf aponta operações atípicas de R$ 855 mi de juízes e servidores

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FELIPE SELIGMAN
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

 

Um relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) revela que 3.426 magistrados e servidores do Judiciário fizeram movimentações consideradas "atípicas" no valor de R$ 855 milhões entre 2000 e 2010.

O documento ressaltou algumas situações consideradas suspeitas, como o fato de três pessoas, duas delas vinculadas ao Tribunal da Justiça Militar de São Paulo e uma do Tribunal de Justiça da Bahia, terem movimentado R$ 116,5 milhões em um único ano, 2008.

Blog do Fred: Juízes do Ceará abrem sigilo em apoio a Eliana
TJ-MT pede que magistrados entreguem declarações de renda
Ex-chefe do TJ-SP liberou R$ 1,5 milhão para si próprio
Juízes de Minas são acusados de promoção ilegal de colegas

Segundo o relatório, 81,7% das comunicações consideradas atípicas estão concentradas no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

Sem apontar nomes ou separar entre servidores e juízes, os dados também mostram que ocorreram depósitos, em espécie, no total de R$ 77,1 milhões realizados nas contas dessas pessoas.

O documento de 13 páginas, ao qual a Folha teve acesso, foi encaminhado na tarde desta quinta-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon. Ela disse ao STF não ter havido quebra de sigilo para se chegar às informações.

"Atipicidade" nas movimentações não significa crime ou irregularidade, mas apenas que aquela operação financeira fugiu aos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro.

O Coaf apurou uma relação de 216 mil servidores do Poder Judiciário. Deste universo, 5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunicações de operações financeiras encaminhadas ao Coaf por diversos setores econômicos, como bancos e cartórios de registro de imóveis.

As comunicações representaram R$ 9,48 bilhões, entre 2000 e novembro de 2010. O Coaf considerou que a maioria deste valor tem explicação plausível, como empréstimos efetuados ou pagos.

Dos R$ 855 milhões considerados "atípicos" pelo Coaf, o ápice ocorreu em 2002, quando "uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região", no Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões.

Em 2010, R$ 34,2 milhões integraram operações consideradas suspeitas.



Escrito por Gilson Euzébio às 23h08
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Trabalho infantil, trabalho necessário

 

 

Trabalho infantil, trabalho necessário

 

Por Gilson Luiz Euzébio

(05/01/2012)

 

Um escândalo: mais de um milhão de crianças de 10 a 14 anos trabalharam em 2010. Os dados são do IBGE e repercutiram como escândalo nos noticiários.

 

O noticiário reflete a visão de Brasília e de organismos internacionais, como a ONU, que teimam em querer dizer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós. 

 

A verdade é que, independentemente do número, a existência de crianças no mercado de trabalho é positiva para a sociedade como um todo e particularmente para as crianças e suas famílias.

 

De acordo com a pesquisa do IBGE, 95% dessas crianças trabalharam e estudaram durante o ano. Mais um fator positivo: quase um milhão de crianças aprendendo nas escolas e na vida real. Desenvolvem no trabalho o senso de responsabilidade, de dever e de direitos, o que facilita a sua integração, na adolescência e juventude, ao meio social.

 

Não, os doutores, encastelados em gabinetes de instituições, convenceram a todos que trabalho infantil é pecado mortal. E o Brasil entrou na onda e proibiu o trabalho para menores de 14 anos, num conceito ampliado de infância.

 

Mas o mesmo país, radicalmente contra o trabalho infantil, também reconhece a existência de 800 mil famílias na miséria. No balanço anual do Plano Brasil sem Miséria, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, informou que 407 mil famílias foram identificadas pelo governo federal, em 2011, para inclusão no programa Bolsa Família.

“Mas ainda não estamos satisfeitos, pois queremos encontrar essas 800 mil famílias e, ao localizá-las e incluí-las no cadastro, elas terão acesso não só ao Bolsa Família como aos outros programas sociais do governo”, disse a ministra.

 

Se temos quase um milhão de famílias na miséria pelos parâmetros  oficiais, e mais muitos milhões de miseráveis na vida real, evidentemente que as crianças dessas famílias terão que batalhar para não passar fome, ou melhor, para amenizar a fome que atinge toda a família.

A questão que os “doutores”, parlamentares e governantes não enxergam é que a opção, na realidade crua, é trabalhar ou passar fome. O menor tem que dar graças a Deus quando encontra trabalho. É a luta pela sobrevivência.  

A legislação, entretanto, fica num mundo imaginário, no mundo ideal, e acaba trazendo muito mais prejuízo do que benefício à infância e adolescência.

Pedagogos, psicólogos e outros tantos especialistas estabeleceram que o trabalho é prejudicial à infância. Pode ser, mas não mais do que a miséria, a falta de perspectiva.

Mesmo assim, a conclusão é bastante duvidosa. Afinal, crianças mimadas têm se transformado em péssimos exemplos para a juventude - jovens que, por pura crueldade, queimam um pobre índio, espancam prostitutas, perseguem, brigam, matam.

Já muitas pessoas, que passaram a infância trabalhando, superaram a miséria, conseguiram ascensão social, ocuparam altos postos, até a Presidência da República.

 

 



Escrito por Gilson Euzébio às 22h23
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O Direito e sua venalidade

O Direito e sua venalidade

 

O Direito traz em sua essência a dualidade, princípio consagrado na Constituição brasileira ao garantir a todos o direito de defesa. É uma das bases do estado democrático de direito na República. Sobre esses princípios desenvolvem-se os estudos do Direito nas universidades e se formam os advogados, prontos para defender juridicamente qualquer causa. Já que todos têm direito à defesa, trabalhar para criminosos faz parte da missão do advogado.

 

Um dia o advogado está ao lado trabalhador no tribunal, no dia seguinte defende o patrão; num dia defende o criminoso, noutro, o inocente.

 

Essa dualidade leva a uma ética do Direito que parece negar a própria ética: o mercado da advocacia é definido pelo valor que o cliente pode pagar. Não interessa quantas mortes nem quantos milhões roubados pelo cliente, o advogado, no cumprimento de sua missão, tem a obrigação de defendê-lo na proporção do que ele pode pagar.

 

A interpretação do Direito, portanto, tanto pode ser a favor de um ou de outro. A decisão do advogado se faz pelo valor dos honorários.

 

Isso não existe em outras profissões. O engenheiro que, por exemplo, emite um laudo falso está sujeito a punição por desrespeito à ética profissional e ainda responde a processos judiciais. Na medicina é a mesma coisa: o médico que emite um atestado falso comete crime.

 

O advogado é o único que pode estar de qualquer lado sem fugir da legalidade. É dessa escola que vieram e vêm os nossos magistrados, muitos deles exerceram a advocacia por muitos anos antes do ingresso na magistratura.



Escrito por Gilson Euzébio às 00h31
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A QUEDA DOS GIGANTES

A queda dos gigantes

       Gilson Luiz Euzébio

 

Tantos outros já caíram, mas agora são os gigantes que estão despencando, desmoronando. E isso assusta o mundo. Ninguém  escapa ileso à queda de um gigante mundial. Com ele cai a estrutura, a engrenagem enferrujada, que impôs e manteve “o modelo” econômico e social às Nações mais pobres, simplesmente emperrou.

 Os gigantes foram feridos de morte. Feridas abertas, fraturas expostas bem no coração do maior gigante, o imbatível, o insuperável, o invulnerável.

Há alguns anos imaginávamos que se Deus viesse à terra, certamente moraria em Nova Iorque -  coração financeiro que comanda o mundo (se é que financeiro tem coração) – de onde governaria o universo.

 

A fantasia começou a desmoronar em 2001, quando os Estados Unidos sofreram o inusitado ataque das forças de Osama Bin Laden. Aviões de passageiros foram jogados nas Torres Gêmeas, em Nova Iorque, num dos maiores ataques terroristas da história. O país mais seguro e mais poderoso do Planeta fora atacado e não conseguira se defender. Aquele 11 de setembro destruiu o orgulho dos Estados Unidos e o símbolo máximo do capitalismo.

 

O mito da invulnerabilidade estava desfeito. As vestes do gigante perderam um pouco do brilho, mas continuavam brilhando cada vez mais no comando financeiro do mundo até a grande crise de 2008. As vestes não cobriam mais a feiúra escondida: toda riqueza que imaginavam guardada sob as vestimentas do gigante era falsa. Ao ver desnudos os Estados Unidos, os países da Europa olharam para suas próprias roupas acabadas pelo tempo, puídas, esfaceladas.

 

Assustada, a Europa fraqueja, vê-se quase nua. Desde 2008 vive ocupada em cobrir as vergonhas de seu corpo continental. A roupa cada vez mais curta não escondia mais as feiúras do Primeiro Mundo. Portugal, Grécia, Espanha... a crise já contaminou o continente.

  

O mundo luta para manter os Estados Unidos em pé. Sacrifica-se  para salvá-los, embora isso pareça, cada vez mais, impossível e mais oneroso. O peso do gigante é grande demais para o mundo suportar, principalmente se considerarmos a saúde abalada dos europeus.

 

Nos anos de bonança, os Estados Unidos lideraram a campanha do neoliberalismo e disseminaram o modelo de sucesso no Ocidente. Numa espécie de pacto internacional, todos foram induzidos por insuspeitos organismos internacionais (FMI, BIRD,BID) a adotar a fantástica cartilha mágica do neoliberalismo.

 

A cartilha perdeu a magia. Tudo tem que voltar ao real, ao é o que é, e não o que parece ser.

 

Europa e Estados Unidos respiram com aparelhos. Os menos desenvolvidos também sofrem com falta de ar.

 

Enquanto o mundo capitalista mergulha numa das maiores crises da história – crise de falta de rumo -, a China assume pouco a pouco a liderança mundial, aproveitando a fragilidade dos concorrentes.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Gilson Euzébio às 23h57
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Cavalo treinado por Serra derruba Aécio

 

Leiam. Vale a pena.

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/piaui-herald-cavalo-treinado



Escrito por Gilson Euzébio às 00h13
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MARCHAS E PROTESTOS

Por Gilson Luiz Euzébio

Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) sacramentou o direito de manifestação, garantindo a realização da “Marcha da Maconha” e de tantas quanto as pessoas quiserem fazer, parece que o mundo acordou. O último final de semana foi de marcha. Da liberdade, da maconha, das vadias, das não-vadias...

Marcha pela liberdade de expressão? É estranho mesmo. No final do século passado, nos anos 70 e 80, a população ia para as ruas pedir a mesma coisa. Liberdade, democracia.

Com a chegada por vias transversas da democracia, em 1985, o Brasil ganhou uma nova Constituição em 1988. Aboliu a censura, a liberdade de expressão estava na Carta Maior assim como diversos outros direitos até então renegados pela Ditadura Militar.

A democracia avançou, avançou até demais na imposição do neoliberalismo ao País. Mas continuou estagnada, presa a tabus e preceitos superados pelo tempo, na área dos costumes.

A atenção dos senhores deputados e senadores é para coisas mais importantes. Em compensação, os ministros do STF foram brilhantes na avaliação do caso.

Celso de Melo lembrou as cenas de repressão da polícia aos manifestantes em São Paulo. O caso citado pelo ministro nos remete à época do governo militar: policiais fardados atirando em manifestantes armados apenas com bandeiras.

A decisão do STF foi um “chute na canela” dos conversadores, dos omissos por conveniência, dos hipócritas: o cidadão tem, sim, direito de exigir alteração em leis que considere injustas e inadequadas para a sociedade.

 

 



Escrito por Gilson Euzébio às 00h02
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Mais uma vez o Judiciário decide na inopeerância do Parlamento

Notícia da Folha Online:

15/06/2011 - 20h33 / Atualizada 15/06/2011 - 22h33

STF decide que ato por legalização de drogas é liberdade de expressão e libera Marcha da Maconha

Fábio Brandt
Do UOL Notícias
Em Brasília

Os oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que participaram do julgamento desta quarta-feira (15) foram unânimes em liberar as manifestações pela legalização das drogas, como a Marcha da Maconha, no Brasil. Eles consideraram que as manifestações são um exercício da liberdade de expressão e não apologia ao crime, como argumentavam juízes que já proibiram a marcha anteriormente.

O relator do caso, ministro Celso de Mello, afirmou que a manifestação pública não pode ser confundida com crime previsto no Código Penal. “Marcha da Maconha é expressão concreta do exercício legítimo da liberdade de reunião”, afirmou.



Escrito por Gilson Euzébio às 22h43
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RAZÕES PARA DEMITIR PALOCCI

 

Sobram razões para a presidente Dilma Rousseff demitir Antônio Palocci da chefia da Casa Civil e colocar em seu lugar alguém mais comprometido com o projeto desenvolvimentista, baseado na justiça social, inaugurado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo que não tenha qualquer irregularidade no fenômeno da multiplicação da riqueza pessoal do ex-ministro da Fazenda, hoje ministro da Casa Civil, a grande imprensa já decidiu o seu futuro: ele já foi julgado e condenado.

Agora é questão de honra para a grande imprensa e alguns deputados e integrantes do Ministério Público destituí-lo do cargo.  A mesma tática derrubou Renan Calheiros da Presidência do Senado. Enquanto permaneceu no cargo, multiplicavam-se os escândalos de Calheiros. A fotografia de uma bela casa já era indício suficiente de mais um crime do então homem forte do Senado. 

Renan Calheiros estava reduzido à condição de responsável por tantos crimes que o suposto pagamento de pensão à amante por amigos ficou esquecido. Todos queriam uma denúncia nova, mais um escândalo. 

O mesmo processo se repete com Palocci. Não há outro caminho. Ele tem que ser afastado do governo até que tudo fique esclarecido. Por mais que a presidente Dilma Rousseff tente negar, a verdade é que o caso Palocci é uma crise de governo. Culpado ou não, o fato é que Palocci é hoje um incômodo para a sucessora de Lula: em vez de trabalhar em projetos de interesse do País, o governo mergulha num suposto escândalo. Ou seja, está paralisado.  

Dilma Rousseff devia ter aprendido com o presidente Lula a demitir companheiros, mesmo que seja doloroso. Ou com o presidente Itamar Franco, que afastou um ministro, pessoa de sua inteira confiança, até a apuração de todas as suspeitas que recaíam sobre ele. Inocentado nas investigações, Henrique Hargreaves retornou ao cargo de ministro, e ninguém falou mais nisso. 

O escândalo atual, por enquanto, nada comprovou que comprometa Palocci. Ele multiplicou sua riqueza pessoal, mas Jesus Cristo também multiplicou pães e peixes. 

A multiplicação da riqueza é uma operação matemática só conhecida por integrantes dos Poderes da República, principalmente pelos tecnocratas do Banco Central e Ministério da Fazenda. 

Palocci deu a dica: ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes e ex-diretores do Banco Central são muito valorizados no mercado. É verdade. Todos os ex-isso e ex-aquilo ficaram cada vez mais ricos depois de deixar o governo, fato que merece uma investigação científica, com o único intuito de descobrir a fórmula da multiplicação da riqueza e colocá-la à disposição de todos os brasileiros que almejam ser ricos. 

Determinada a acabar com a miséria, a presidente Dilma bem que poderia trocar a cada semana a diretoria do Banco Central e toda equipe do ministério da Fazenda. Assim, aumentaríamos a oferta de ex ao mercado financeiro e aumentaríamos o número de ricos no Brasil. 

É verdade que, ao afastar Palocci, Dilma cede à imposição da grande imprensa, que levou a crise para a sala da presidente. O governo está paralisado, mas sobram razoes extras para ela se livrar de Palocci, e ter mais autonomia de governo. 

Como se sabe, Palocci passou por um inexplicável transplante cerebral quando, em 2003, assumiu o cargo de ministro da Fazenda no início do governo Lula. Incorporou em seu cérebro a cartilha neoliberal do famigerado ministro da Fazenda, Pedro Malan, o grão-vizir do reinado de Fernando Henrique Cardoso. Na companhia de José Dirceu, na Casa Civil, impôs ao País a continuidade do fracasso do reinado FHC. Mentiu e quebrou o sigilo bancário de um simples cidadão. Demitido por Lula, tentou emplacar Murilo Portugal, o homem forte do Tesouro Nacional na era FHC, no seu lugar. 

Dilma devia se lembrar que o governo Lula só começou efetivamente depois da demissão da dupla Palocci e Zé Dirceu. Até então era apenas continuidade de um governo sem rumo. 



Escrito por Gilson Euzébio às 21h12
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MARCHAS

Mulheres com pouca roupa fazem a 'Marcha das Vadias' em SP

Manifestação aconteceu na tarde deste sábado (4), na Avenida Paulista.
Objetivo é alertar a sociedade sobre o machismo.

Porque a outra marcha é proibida? 



Escrito por Gilson Euzébio às 21h08
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Estúpidos bandidos? Ou somos nós?

por Gilson Luiz Euzébio

Na Argentina, os passageiros incendeiam os trens revoltados pela péssima qualidade do serviço. No Brasil, “bandidos” incendeiam ônibus, desta vez em Belo Horizonte. Não é para assaltar, não, nem por qualquer razão aparente. Parece que é por estupidez mesmo. Mas logo surgem as suspeitas de sempre, sobre um suposto crime organizado contra o Estado desorganizado.

A bola agora está com o Primeiro Comando da Capital, mais conhecido por PCC. De dentro de um presídio, o PCC estaria comandando a operação de destruição de ônibus, como crianças encantadas com o fogo, brincando, competindo para ver quem provoca o maior incêndio.

PCC, traficantes e outros grupos são necessariamente piromaníacos. Também adoram roubar, extorquir e trocar tiro com a polícia. Não perdem uma briga, mesmo sabendo que vão apanhar até ficar estendidos no chão.

São muito estúpidos esses “bandidos”!  Em vez de continuar quietinhos com seus negócios, dividindo o lucro com quem de direito, preferem perder tudo no confronto armado sem qualquer chance de vencer.

A polícia de Minas diz que o incêndio de cinco ônibus foi represália a uma operação no presídio de segurança máxima Nelson Hungria, no município de Contagem, realizada nos dias 25 e 26 de abril. Na operação foram apreendidos 16 celulares, 24 chips, 11 chuços (ponta metálica afiada, geralmente acoplada a um bastão de madeira), duas facas e uma tesoura, além de uma serra e 17 papelotes contendo drogas. Três detentos foram autuados por porte de celulares e drogas.

A lista de apreensões é bastante modesta para incomodar o crime organizado e seus lucrativos negócios, como dizem as autoridades.

No Rio começou assim: incêndios em ônibus e todo tipo de veículo, até parecia que eles queriam mesmo é destruir a indústria automobilística, e, não podendo, descarregavam seu ódio nos seus filhos.

Aqueles traficantes não se contentavam mais em só abastecer a Zona Sul, não suportavam mais a calmaria depois de encerradas as guerras de gangues. Até que o grande líder, num momento iluminado, viu a cidade em fogo e decidiu começar a fogueira pelos carros. E a rapaziada correu em busca da nova emoção.

A brincadeira se tornou confronto com o Estado, e mesmo assim continuou.

O responsável por tudo aquilo? O traficante. Desde que os bicheiros perderam o status no cenário carioca, um novo personagem entrou em ascensão, o traficante. Antes, o bicheiro era o responsável por tudo de ruim que acontecia no Rio, de assassinatos a enchentes. Hoje, aliás, até ontem, eram os traficantes, dizimados pela operação policial de 2010.

Agora, ninguém mais queima ônibus no Rio. Só em Belo Horizonte. No Rio, o comando dos piromaníacos estava no Complexo do Alemão. Respondiam pelo nome de traficantes.

Na época que começaram os incêndios no Rio, parecia non sense imaginar que os traficantes, aqueles satãs, estavam provocando tamanha desordem na cidade, chamando a força do Estado para o confronto.

Mais incrível é que os satãs repitam a mesma tática, que caiam nos mesmos erros da operação passada.

São eles tão estúpidos ou somos nós os estúpidos a acreditar nas aparências?



Escrito por Gilson Euzébio às 00h23
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